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Vocês sabem o porquê dos Estados Unidos terem ajudado bem mais Japão e Coréia do Sul no pós-Guerra do que os países da América Latina?

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perguntou 10 Jan em Política, notícias e atualidades por (usuário cadastrado) Nível 8 (149,591 pontos)
Após o término da Segunda Guerra Mundial, um período de bipolaridade entre os Estados Unidos e a União Soviética prevaleceu nas relações internacionais ao longo de décadas. 

O objetivo primordial dos EUA era evitar a expansão do socialismo para os países do bloco capitalista, por isso o país decidiu investir massivamente em países como Japão e Coréia do Sul, ofertando a eles a segurança militar, fazendo com que esses estados focassem em seus processos de industrialização, concedeu também ajuda externa e benefícios para que industrias desses países tivessem um acesso cheio de vantagens no mercado estadunidense. 

Mesmo os Estados Unidos perdendo economicamente com essas alianças, a sua visão era de longo-prazo, era evitar que esses países se debandassem para o lado soviético. 

E por que essas generosas ajudas não foram feitas para os países da América Latina? Segue alguns motivos.

1- Os países latino-americanos não estavam geograficamente próximos de potentes nações do bloco socialista, diferentemente do Japão e da Coréia do Sul, que estavam perigosamente próximas da Coréia do Norte, China e União Soviética. 

2- Os Estados Unidos já eram potência hegemônica no hemisfério ocidental muito antes do término da Segunda Guerra. Já com o Japão, o país travou uma longa e sangrenta guerra, portanto cooptar os países do Leste Asiático para o seu lado demandaria um esforço muito grande por parte da potência do dólar. 

3- As elites latino-americanas tinham uma natural simpatia pelos Estados Unidos, portanto não compensava gastar tanto nos países latino-americanos se eles naturalmente iriam pender para o seu lado.

4 Respostas

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respondida 10 Jan por (usuário cadastrado) Nível 8 (327,143 pontos)
 
Melhor resposta
Os EUA em 1914 já era o país mais rico do mundo, ele só não era uma potência militar.

A URSS tentou fazer da Alemanha Ocidental e de Cuba vitrines do socialismo assim como os EUA fizeram com o Japão e a Coréia do Sul, só que falharam miseravelmente.

Curioso que quando começaram as reformas da Glasnost e Perestroika, por um breve período até propaganda soviética foi proibida na Alemanha Oriental.

Faz um mês a ministra da alemã Annegret Karrenbauer disse que a Alemanha devia falar em uma posição de força para estabelecer diálogos sobre desarmamento com a Rússia.  Os russos lembraram os alemães que quando a Alemanha tentou falar em uma posição de força, acabou de uma forma catastróficas para o mundo todo para Alemanha e para o povo alemão.

Em sua conta, Vladimir Putin disse que a ministra alemã era uma garotinha de escola, e que da última vez que os alemães falaram em posição de poder, a bandeira soviética acabou sob o reichstag....kkk

De fato a Alemanha terceirizar sua defesa, e não foi à toa que o Trump já tinha reclamando disto. A Alemanha apesar de possuir uma das forças armadas mais modernas do mundo, o nível de prontidão das forças armadas é um dos mais baixos da Europa. Em caso de uma guerra, apenas 10% das forças armadas.

Angela Merkel  em 2005 patrocinou o desinvestimento noas forças armadas daquele país, reduziu o roça,então militar para 1,2% do PIB, um dos mais baixos da Europa.

A OTAN quer os países membros invistam 2% do PIB dos membros, mas até 2024 ele atingirá 1,5%. Neste ritmo a Alemanha só alcançará o nível máximo de prontidão em 2032 dependendo dos sucessores.

A verdade é que a Europa depende muito dos EUA militarmente ainda.

Abraço.
comentou 10 Jan por (usuário cadastrado) Nível 8 (149,591 pontos)

De fato, amigo. A Alemanha não é uma potência militar para falar em posição de força com a Rússia. Rsrs 

Mas as forças militares reduzidas da Alemanha é benéfico para a Europa. Pois na União Européia, há um equilíbrio entre França e Alemanha. A França é a potência europeia no sentido militar e a Alemanha é a potência europeia no sentido econômico. 
Se a Alemanha se torna uma potência militar ela desequilibra as relações de poder na Europa, e a sua hegemonia no continente ficará incontestável, o que não agrada o conjunto dos países europeus. 
comentou 10 Jan por (usuário cadastrado) Nível 8 (327,143 pontos)

Você também não citou o Reino Unido que também é uma potência militar e atômica (junto com a França). Eles estão empatados em vários quesitos.


A verdade é como eu disse: sem a máquina militar americana, o Rússia é que dá as cartas.

comentou 10 Jan por (usuário cadastrado) Nível 8 (149,591 pontos)
O Reino Unido está fora da União Européia. 
comentou 10 Jan por (usuário cadastrado) Nível 8 (327,143 pontos)

Está fora da UE mas faz parte da OTAN e tem sua importância também.

comentou 10 Jan por (usuário cadastrado) Nível 8 (149,591 pontos)
Mas a questão é torno da hegemonia no continente europeu, o Reino Unido abdicou de qualquer pretenção nesse sentido ao deixar a União Européia. 

A sua importância no continente europeu não pode ser comparável às de França e Alemanha. 

Esse é o ônus do populismo isolacionista. 
comentou 10 Jan por (usuário cadastrado) Nível 8 (327,143 pontos)

Importância econômica comparável ao da França tinha sim antes de sair da UE. O PIB britânico é maior que o francês inclusive.


Não acho que seja "isolacionismo populista", mas o desejo de não ficar à mercê de outros..e abrir mão de parte da soberania em prol de interesses não sejam os deles.
comentou 10 Jan por (usuário cadastrado) Nível 8 (149,591 pontos)
O Reino Unido está para a Europa assim como a Rússia, são países geograficamente europeus, mas que não podem liderar a massa do continente, pois não pertencem as instituições que compõem a União Européia. E não importa se eles tenham uma enorme população, um poderio militar relevante ou uma economia forte, nem Rússia e nem Reino Unido podem disputar a liderança continental com França e Alemanha. 
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respondida 10 Jan por (usuário cadastrado) Nível 8 (169,697 pontos)
pore interressie
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respondida 10 Jan por (usuário cadastrado) Nível 9 (836,599 pontos)
Interesses atrás de interesses.
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respondida 10 Jan por (usuário cadastrado) Nível 8 (231,690 pontos)
Sim, só que infelizmente os países antes em queda, aprenderam com os EUA e hoje estão melhores, ultrapassaram seu mestre.

O Japão é praticamente o dono dos EUA, grandes empresas americanas foram compradas pelos japoneses em um estratégia de mestre, dominaram um país, antes inimigo, sem guerras,  só pela interferência na economia do país.

Os japoneses dominaram os EUA e a China também está no mesmo caminho de domínio do mercado americano.

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